glaucoma

A criança e o glaucoma

A cada ano são registrados 2,4 milhões de novos casos de glaucoma, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Atualmente são 60 milhões de pessoas no mundo que sofrem da doença. De um modo geral, o glaucoma ocorre com mais frequência a partir dos 40 anos e é considerado traiçoeiro por não apresentar sintomas e levando à cegueira. O que muitas pessoas desconhecem é que a doença também atinge outras faixas etárias, inclusive bebês e crianças até os três anos.

Para a oftalmologista Dra. Ana Tereza Ramos Moreira, especialista em oftalmologia pediátrica, é preciso ficar atento para a ocorrência do glaucoma, pois quando o diagnóstico não é realizado a tempo, a doença leva à cegueira irreversível. Segundo ela, o glaucoma mais comum é o congênito primário que se instala logo após o nascimento. A boa notícia, explica ela, é que, se diagnosticado a tempo, existe tratamento.

“Quando não diagnosticado
a tempo, o glaucoma pode
levar à cegueira irreversível”

Teste do Olhinho
Famílias com histórico familiar precisam redobrar os cuidados. É preciso levar o filho ao oftalmopediatra logo no primeiro mês de vida. O bebê pode já nascer com alterações no olho provocadas por hipertensão intraocular durante a gestação. O pediatra responsável pelo Teste do Olhinho encaminhará a criança ao oftalmologista. O Teste do Olhinho vai revelar a alteração ocular causado pelo glaucoma congênito primário, que é o aumento do tamanho dos olhos.

No consultório
Em caso de glaucoma congênito, no exame oftalmológico será identificado um globo ocular aumentado com alterações na transparência da córnea que fica na cor branco-azulada, como se uma membrana estivesse cobrindo o olho, ficando difícil ver a pupila e a íris. Em alguns casos, não há edema e os olhos apresentam apenas uma leve diferença de tamanho.

Sintomas do glaucoma congênito
O glaucoma congênito pode ser identificado através de alguns sintomas. Muitas vezes a córnea apresenta coloração branco-azulada. Quando atinge apenas um dos olhos, percebe-se uma assimetria no rosto do bebê. O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado por profissional experiente.

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