alergia ocular

Alergia ocular aumenta na Primavera

A alergia ocular é um processo comum, subestimado e amplamente benigno, que costuma aparecer com frequência na Primavera. Raramente é ameaçador para a visão, mas pode diminuir significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Ocorre, principalmente, nas pessoas que sofrem de alergia em outras partes do corpo como asma, rinite e alergia de pele, porém pode ocorrer isoladamente.

Os sintomas de alergia ocular são similares aos dos vários tipos de conjuntivite: vermelhidão ou hiperemia, coceira ou prurido, secreção conjuntival que pode ser aquosa ou mucosa e espessa, irritação, lacrimejamento, inchaço, desconforto ocular e maior sensibilidade à luz.

Os pacientes devem ser orientados sobre o cuidado geral do olho alérgico. Eles devem ser desencorajados de esfregar os olhos, o que causa degranulação de células denominadas mastócitos, com piora dos sintomas. O médico oftalmologista prescreverá o tratamento adequado, que inclui lágrimas artificiais e compressas frias. É importante que seja evitado exposição a alérgenos conhecidos.

Quando a criança apresenta a forma de alergia ocular em que há secreção mucosa e espessa, a visão pode se alterar pela presença do muco no eixo da visão, ou seja, na pupila. Para se livrar do muco, a criança pode desenvolver o que muitas vezes é confundido com os denominados tiques motores nos olhos, piscando um maior número de vezes do que o normal. No entanto, no caso da alergia, não se trata de tique motor verdadeiro, e sim de manobra que a criança adota para se livrar do muco espesso na frente da pupila.

Conheça os tipos de conjuntivite:
Conjuntivite alérgica simples
Existem três subtipos de conjuntivite alérgica simples: aguda, sazonal e perene. A maioria dos casos é secundária à exposição simples a alérgenos, ou seja, há elementos que desencadeiam a alergia, na superfície ocular, como ácaros, poeira, pólen, mofo, pelos de animais, produtos de limpeza, entre outros.

É difícil estimar quantos pacientes são afetados porque os sintomas geralmente são subestimados. Alergia ocular simples provavelmente afeta entre 10% a 30% da população em geral. A conjuntivite alérgica pode ser vista como um achado isolado, mas frequentemente está associada à rinite alérgica, dermatite atópica e/ou asma.

“Alergia ocular simples, provavelmente, afeta
entre 10% a 30% da população em geral.”

A secreção clara e aquosa é a secreção mais comumente observada e, geralmente, é bilateral com crostas mínimas pela manhã. A dor e a diminuição da acuidade visual não são comumente relatadas. Pode existir edema das pálpebras.

Outros tipos de conjuntivite:
Ceratoconjuntivite Vernal
A etiologia exata não é bem compreendida, mas acredita-se que alguma combinação de exposição ambiental, tanto climática quanto alérgica seja responsável. Mais comumente observada no sexo masculino (proporção de 2 para 1 a 3 para 1) emclimas secos e quentes.

A maioria dos casos ocorre em pacientes com menos de dez anos e que, frequentemente, têm história de atopia ou asma. Muitos pacientes têm resolução completa sem o retorno dos sintomas após a adolescência.

Os sintomas geralmente são mais graves na primavera e incluem secreção mucosa e espessa, dor, fotofobia e visão turva. Os pacientes também se queixam frequentemente de sensação de corpo estranho.

Ceratoconjuntivite atópica
A etiologia também não é claramente compreendida, mas parece ser uma combinação de exposição ao alérgeno, dermatite atópica (em mais de 90% dos casos) e/ou predisposição genética. A maioria dos casos é observada em pacientes com dermatite atópica. Como na ceratoconjuntivite vernal, existe predominância do sexo masculino sobre o feminino (proporção de 2 para 1 a 3 para 1). Os sintomas, geralmente, são perenes e incluem dor, visão desfocada, fotofobia (sensibilidade à luz) e sensação de corpo estranho.

Ceratoconjuntivite Vernal e Atópica
Os pacientes devem ter a mesma orientação sobre o cuidado geral do olho alérgico (evitar esfregar os olhos, usar lágrimas artificiais e compressas frias e evitar a exposição ao alérgeno) como ocorre na conjuntivite alérgica simples. O médico oftalmologista prescreverá o tratamento, utilizando-se de medicamentos potentes no controle da alergia.

Conjuntivite papilar gigante
A exposição ao alérgeno com posterior resposta imunológica a corpo estranho. Pode ser visto com vários corpos estranhos oculares diferentes (lentes de contato, próteses, cola de cianoacrilato, suturas).

Encontrado mais comumente em adolescentes e adultos jovens; está presente em 5% dos usuários de lentes de contato. O início dessa conjuntivite é, em média, entre um a dois anos após o início das lentes de contato, mas varia amplamente com outros corpos oculares estranhos.

A remoção do irritante mecânico é a primeira ação a ser executada. Em geral a lente de contato é o irritante mais comum, e deve ser evitado o seu uso até que o processo tenha sido completamente curado.

“Em caso de alergia ocular, evite esfregar os
olhos e busque tratamento com o oftalmologista.”

O paciente será orientado por seu médico, da mesma forma que nos outros casos de alergia ocular, a evitar esfregar os olhos, evitar a exposição aos alérgenos e fazer uso de colírios de lágrimas artificiais, e compressas frias. O oftalmologista receitará ainda medicamentos específicos para o tratamento dessa patologia.

Que medicamentos são usados para tratar a conjuntivite alérgica?
Colírios lubrificantes
Colírios anti-histamínicos
Colírios de dupla ação
Colírios de corticoides e cortisona

Lembre-se:
1. Conjuntivite alérgica não é contagiosa.
2. Geralmente é bilateral, mas pode ser de intensidade diferente entre os dois olhos.
3. Evite coçar os olhos.
4. Se não tratada, nos casos mais graves pode causar úlcera na córnea, formação de placas e vasos sanguíneos na córnea, interferindo com a visão.
5. Evite os agentes desencadeadores do processo alérgico.
6. Deixe sempre a casa livre de poeira e mantenha-a ventilada. Use preferencialmente panos úmidos ao invés de vassoura para a limpeza doméstica.
7. Evite contato com pelo de animais.
8. Lave com frequência seu travesseiro.
9. Evite ambientes em que haja mofo.
10. Faça compressa fria com água filtrada e cubos de gelo.
11. Procure seu médico oftalmologista.
12. Não use medicação sem orientação médica.


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